Quinta-feira, 3 de Maio de 2007

Shortbus - o fim de todos os Tabus?

 

 

 

 

Olá amigos!

Hoje vou falar-vos de um filme que estreia a nível nacional neste dia, mas que já vi há alguns meses!

É um filme extremamente polémico, ousado, explicito, agressivo, transgressor e... sobre a vida tal como ela é!

Só de olhar para o cartaz dá para se ter uma idéia do que a obra independente de John Cameron Mitchell quer mostrar.  O filme mostra cenas de sexo reais e explícitas entre o elenco, explorando assim as relações enquanto vivenciamos as diferentes vidas de diversas pessoas com sexualidades e orientação sexual diferentes. "Shortbus" representa a vida real, onde nem sempre o sexo é tão belo quanto o cinema hollywoodiano apresenta. E é isso que John Cameron Mitchell, na realidade, quer mostrar com o filme.  

 

"Shortbus" dá a conhecer a vida de vários personagens nova-iorquinos, cujas aventuras tragicómicas navegam entre a sexualidade e os sentimentos. Todos frequentam uma discoteca underground, Shortbus, onde além de música ao vivo e do convívio regado a álcool há uma visão - e prática - bastante liberal do sexo, aglutinadora de todos os tipos de orientações. A parte mais comovente é que, no fundo, nenhum destes personagens parece ir a este clube em busca de sexo.


Sofia ( Sook-Yin Lee) é sexóloga e nunca teve um orgasmo. Simula ter prazer há anos com o marido Rob (Raphael Barker). Uma das suas pacientes, Severin (Lindsay Beamish), é uma dominadora, mas não se consegue apaixonar. E James (Paul Dawson) e Jamie (PJ DeBoy), um casal homossexual, enfrentam a vontade (e a dúvida) de abrirem os horizontes sexuais a um terceiro parceiro, Ceth (Jay Brannan). John Cameron Mitchell junta todas estas personagens, numa cidade acelerada, onde nem sempre é fácil conciliar o sexo com as necessidades afectivas.


Em “Shortbus” não só se despem corpos como almas. Ambos são inteiramente explícitos. E o sexo, mais do que uma fuga à realidade deste conjunto de pessoas, é um caminho necessário para se descobrirem a si mesmas, o que, em última instância, significa descobrirem o amor, que tem a sua metáfora numa falha de electricidade que afecta toda a cidade de Nova Iorque (um modelo à escala permite criativas transições entre cenas).


Sem o objectivo de chocar, o sexo mostra-se em diversas formas e fases, misturando-se com um humor que provém do quotidiano de uma forma tão natural – e tão indiferente a quem está a ver – que não chega a ser pornográfico.

Mitchell sai-se igualmente bem na montagem fluída e numa realização capaz de criar uma atmosfera intimista, e a forma como a câmara transita entre os espaços, movendo-se por uma Nova Iorque recriada em miniatura (a ver e a disfrutar com muita atenção), é imaginativa e concede ao filme um peculiar cuidado visual. No meio há ainda uma excelente banda sonora que termina com uma bela música "[We All Get It] In the End". Afinal sempre há alguma esperança, e o filme transmite esse optimismo, pois no fim de contas, o que todos procuramos é ser felizes e viver o amor!.. Mesmo que por caminhos tortuosos..

Vão ver... Bom cinema!

Aqui fica o link para o trailer com legendas em português:

 http://videos.sapo.pt/uFBfkYu4jZVETLeUeewS (Sapo)

e para o trailer original: 

http://www.youtube.com/watch?v=H8A1dwEhSMY (You Tube) 

Façam o favor de ser felizes!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

'Shortbus', o mais recente filme de John Cameron Mitchell

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado por docasnasasasdodesejo às 00:59
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Quinta-feira, 26 de Abril de 2007

O Bom Nome - Ao Encon...

Conhece as tuas origens para chegares ao teu destino. Fui ver por estes dias o último filme da realizadora ...

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publicado por docasnasasasdodesejo às 00:30
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