Segunda-feira, 23 de Abril de 2007

O Livro de Vida

 

Olá amigos!  Ao 100ª post  e como hoje é Dia Mundial do Livro, decidi abrir as portas aos livros no blog! É que eu gosto muito de ler, mas há fases, e ando numa de leitura lenta..

Mas atendendo ao dia em questão, queria homenagear um livro que li e reli várias vezes, em plena adolescência quando ainda "abria os olhos para vida", no final do tempo de "teenager" ao enfrentar a mudança para a capital para estudos quando "as entrelinhas já diziam algo mais", ou já adulto em que reconheci e reconheço que este livro é uma estrela-guia!

 

 É um daqueles livros que todos devem ler, mais tarde, mais cedo, consoante o ritmo de cada um. Mas garanto-vos é um enriquecimento para qualquer um, desde que o leiam de mente e coração aberto.

Antoine de Saint-Exupéry publicou pela primeira vez «O Principezinho» em 1943, quando recuperava de ferimentos de guerra em Nova Iorque, um ano antes do seu avião Lockheed P-38 ter sido dado como desaparecido sobre o Mar Mediterrâneo, durante uma missão de reconhecimento. Mais de meio século depois, a sua fábula sobre o amor e a solidão não perdeu nenhuma da sua força, muito pelo contrário: este livro que se transformou numa das obras mais amadas e admiradas do nosso tempo, é na verdade de alcance intemporal, podendo ser inspirador para leitores de todas as idades e de todas as culturas.
O narrador da obra é um piloto com um avião avariado no deserto do Sahara, que, tenta desesperadamente, reparar os danos causados no seu aparelho. Um belo dia os seus esforços são interrompidos devido à aparição de um pequeno príncipe, que lhe pede que desenhe uma ovelha. Perante um domínio tão misterioso, o piloto não se atreveu a desobedecer e, por muito absurdo que pareça, pegou num pedaço de papel e numa caneta e fez o que o principezinho tinha pedido. E assim tem início um diálogo intenso e transformador. «O Principezinho» conta a sua viagem de planeta em planeta, cada um sendo um pequeno mundo povoado com um único adulto. Esta é uma história terna que apresenta uma exposição sentida sobre a tristeza e a solidão, que revela algumas reflexões sobre o que de facto são os valores da vida.

 

 

Capa

 " O Principezinho" é o livro francês mais vendido no mundo, cerca de 80 milhões de exemplares, e entre 400 a 500 edições. Também se trata da segunda obra literária (sendo a primeira a Bíblia) mais traduzida no mundo, tendo sido publicado em 160 línguas ou dialetos, uma das 11 línguas oficiais da África do Sul.

Antoine de Saint-Exupéry e o Pequeno Príncipe em Lyon

   Antoine de Saint-Exupéry e o Pequeno Príncipe em Lyon

 

 

Aparentando ser um livro para crianças, esta é uma obra profunda, poética e filosófica.

É uma obra que nos mostra uma profunda mudança de valores, que ensina como nos enganamos (e de que maneira!) na avaliação das coisas e das pessoas que nos rodeiam e como esses julgamentos nos levam à solidão.  Ao nos entregarmos às nossas preocupações diárias, nos tornamos adultos de forma definitiva e esquecemos a criança que fomos. Este é o maior alerta que este livro faz, visível por exemplo neste pequeno excerto: 

 

Mostrei minha obra prima às pessoas grandes e perguntei se o meu desenho lhes fazia medo.

Responderam-me: "Por que é que um chapéu faria medo?"

Meu desenho não representava um chapéu. Representava uma jibóia digerindo um elefante. Desenhei então o interior da jibóia, a fim de que as pessoas grandes pudessem compreender. Elas têm sempre necessidade de explicações. Meu desenho número 2 era assim:

As pessoas grandes aconselharam-me a deixar de lado os desenhos de jibóias abertas ou fechadas, e dedicar-me de preferência à geografia, à história, ao cálculo, à gramática. Foi assim que abandonei, aos seis anos, uma carreira de pintor. Eu fora desencorajado pelo insucesso do meu desenho número 1 e do meu desenho número 2. As pessoas grandes não compreendem nada sozinhas, e é cansativo, para as crianças, estar a toda hora a explicar.

O sonho afasta-se cada vez do quotidiano de todos nós, mas os ideais, os sonhos, os valores, têm que ser transmitidos e valorizados, se desejamos mesmo um mundo mais sensível, solidário,.. mais feliz!

 

 

 Aproveito também a oportunidade para destacar um aspecto do livro, que mesmo para quem já leu, poderá ter passado ao lado.. Foi apenas mais um alerta de Saint-Exupery. O autor faz uma dedicatória no livro, que passo a transcrever:

  "A LÉON WERTH

Peço perdão às crianças por dedicar este livro a uma pessoa grande. Tenho uma desculpa séria: essa pessoa grande é o melhor amigo que possuo no mundo. Tenho uma outra desculpa: essa pessoa grande é capaz de compreender todas as coisas, até mesmo os livros de crianças. Tenho ainda uma terceira: essa pessoa grande mora na França, e ela tem fome e frio. Ela precisa de consolo. Se todas essas desculpas não bastam, eu dedico então esse livro à criança que essa pessoa grande já foi. Todas as pessoas grandes foram um dia crianças. (Mas poucas se lembram disso.) Corrijo, portanto, a dedicatória:

A LÉON WERTH

QUANDO ELE ERA PEQUENINO"

Penso que isto diz tudo... Leiam, releiam, revivam... e façam o favor de nunca esquecerem de ser crianças.. Por todas as razões e mais alguma!

 

 

 

 

 

 

 

publicado por docasnasasasdodesejo às 00:30
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Domingo, 22 de Abril de 2007

Dia de Festa para as crianças

 

 

 

 

 

Olá amigos! Vou mais uma vez abordar a Festa da Flor na Madeira, para expôr algumas fotos do Desfile realizado esta tarde. E aproveito para dizer que a nota de maior destaque, além dos milhares de pessoas, famílias inteiras, estrangeiro em massa, que invadiram a cidade para ver o desfile, o facto mais significativo, foi a abertura do cortejo à participação de pessoas com deficiência. Sem dúvida, um facto importante, demonstrativo, essencialmente às crianças participantes, que este nosso mundo faz-se com todos!

Tenham um bom resto de dia!

Façam o favor de ser felizes!

 

 

publicado por docasnasasasdodesejo às 20:00
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Flores e o fim do limbo

 

Olá amigos!

Estamos num fim de semana mais colorido, por assim dizer mais familiar, ao decorrer a Festa da Flor no Funchal.

Com muita participação das crianças, tanto na construção do muro da esperança, ontem, sábado, e como figurantes activos do Cortejo Alegórico desta tarde, esta festa é acima de tudo uma festa familiar. Promotora do convívio e da invasão de muitas famílias ao centro da capital madeirense.

São momentos agradáveis, que preenchem acima de tudo a memória e os sonhos destes que serão o futuro da nação.

Curioso, é que ontem, foi divulgado pela imprensa que o Vaticano decidiu acabar com o limbo. Para quem não sabe, basta perguntar aos membros mais idosos das nossas famílias, com valores religiosos mais vincados. O limbo é o lugar, entre o paraíso e o inferno, para onde se dizia irem os bébés que morriam sem ser baptizados. Eram como que impedidos por isso de comungar com Deus. Ora bem, se a Igreja anuncia que Deus é misericordioso, esta decisão só peca por tardia! Para os crentes, era algo impossível de acreditar, e para os mais fundamentalistas, criavam-se traumas, medos, que não tinham razão de serem criados para quem quer ajudar! A vida  não é fácil, como tal não acredito que se Deus é misericordioso, pretende-se semelhante "imposição". Tanto mais que falamos dos seres mais inocentes à face da terra. O documento emitido pela Igreja Católica afirma assim que "uma vez mortos, os bébés não baptizados são salvos". Amen!

Decidi falar deste assunto, por ser algo que também me questionava, e que mexia muito com algumas das crenças de muitas pessoas, especialmente os mais velhos. E como cada vez mais se dá importância à família, às crianças, à necessidade de construir e ajudar, há crenças e mitos a destruir... Este era um deles!

Divirtam-se!

Façam o favor de ser felizes!

publicado por docasnasasasdodesejo às 00:22
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Sábado, 21 de Abril de 2007

Festa da Flor como uma viagem no tempo

 

 

 

 

 

Neste fim de semana, aqui na Madeira, vai mais uma vez decorrer a Festa da Flor. 

É um cartaz turístico, mas acima de tudo é uma bela forma de dar cor e vida ao centro da cidade do Funchal.

Decorre sempre nesta época, depois da Primavera trazer outra luz e quando as flores estão no seu melhor, e é já há muitos anos um dos maiores atractivos tanto para os turistas como para os próprios madeirenses. Como diz o Turismo da Madeira "esta é uma exuberante festa composta de carros alegóricos que desfilam no centro do Funchal, perfuma o ar com uma multiplicidade de odores florais, espalhando pelas ruas uma atmosfera saída quase de um conto de fadas". As diferentes troupes que participam no desfile apresentam, todos os anos, as suas propostas acompanhadas de danças que compõem uma nova coreografia. Neste ano, o tema definido para as troupes é "Da Madeira, uma flor para a Paz".

Ao aproveitar algumas tradições de em todas as festas regionais de cariz religioso se fazerem tapetes florais, esta festa é enriquecida por muitos tapetes que se podem apreciar no centro.

Além dos tapetes florais, há uma exposição-concurso de flores, promoção de muitas das flores da Madeira em barracas espalhadas pela cidade e ainda um muro muito especial.

Para mim, esta festa, há muito é vista como que uma viagem no tempo, pois nos primeiro anos escolares, via crescer, como um mito a que nos agarrávamos, (com alegria pela festa, mas esperança plena de estar a contribuir para algo melhor, a paz), o Muro da Esperança. Este muro é sempre construído no sábado de manhã, onde as crianças colocam as suas flores para construir um gigantesco muro de flores que simboliza a esperança de um mundo melhor.

Hoje em dia, a construção deste muro, continua a ser realizada, e as crianças, tal como eu entram num frenesim enorme de contribuir para algo bonito, singelo, e com um significado tremendo, mesmo que os próprios raios de sol vão secando as flores. Mas fica o acto, o gesto, os desejos, os sonhos, a esperança. E mesmo passados muitos anos, e consciente de que vivemos um mundo dificil, em que quase é proibido sonhar, considero importante e significativo este pequeno gesto, o de se calhar dizer que está nas nossas mãos a esperança, o dar cor, o construir... Serei eu utópico.. que seja!

Será esta festa vivida mais no mundo infanto-juvenil? Se calhar, mas ai de nós se esquecemos de vivenciá-lo!

Como nota estas duas fotos foram tiradas no Funchal, sendo que a primeira ostenta o tema deste ano ao lado de dois cavalos de cravos brancos feitos, e a segunda é um tapete floral em frente à Sé Catedral que se vê ao fundo.

Bom fim de semana!

Façam o favor de ser felizes!

 

 

publicado por docasnasasasdodesejo às 00:30
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Sexta-feira, 20 de Abril de 2007

Os últimos dias das Litografias de Paula Rego

 

 

 

 

 

 

Olá amigos, aproxima-se mais um fim de semana e queria deixar uma sugestão.

A quem ainda não viu a exposição de litografias de Paula Rego na Casa das Mudas (Calheta), estes são os últimos dias para os poder ver, dado que estarão exposto até ao dia 23 de Abril (2ª feira).

 

Aproveito a oportunidade para quem tem dúvidas sobre o que é uma litografia (como eu também tinha), click no link seguinte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Litografia.

Estas litografias  são as mais recentes da artista portuguesa Paula Rego, uma das mais célebres pintoras da actualidade.
Depois da apresentação em 2003 da série dedicada à obra "Jane Eyre", da escritora inglesa Charlotte Brontë, Paula Rego prossegue a sua incursão pela literatura, desta feita através do recurso a obras como a sátira "The Pillowman", de Martin McDonagh, ou a fábula italiana do Século XVI "O Príncipe Porco".

 

 

As obras também podem ser adquiridas, não sendo, no entanto, para todos os bolsos. A obra mais cara custa 8.833 euros (“O Quadro de Shakespeare”) e a mais acessível 1.900 euros (“O Príncipe Porco Casa com a Terceira Irmã”). As restantes rondam os 3.000 euros.

 

Mais uma vez destaco a intensidade, a tensão e a violência que caracteriza as obras de Paula Rego que encontram nestes textos um contraponto narrativo que as potencia e que ajuda a enquadrar o seu campo de sentido. Mais do que referências para um trabalho ilustrativo, estes textos são parte integrante de uma constelação de referências que impulsionam todo um discurso e toda uma obra plástica que é, no seu conjunto, mais vasta e profunda.

Nascida em Lisboa em 1935, Paula Rego radicou-se em Londres em 1976. Uma das mais celebradas pintoras da actualidade, Paula Rego viu a sua obra ser exposta em diversos museus e centros culturais, de entre os quais destacamos as Tate Britain e Liverpool, o CAM -Fundação Calouste Gulbenkian, o Museu de Serralves, ou o Centro Cultural de Belém. A editora Thames & Hudson publicou recentemente o volume “Paula Rego – The Complete Graphic Work”, e a Phaidon lançará ainda este ano a terceira edição da monografia sobre a artista, primeiramente publicada em 1992.

Por exemplo a obra que serve de ilustração à exposição chama-se "O Espantalho", e baseia-se no conto de um espantalho que, ao acontecer um incêndio, é salvo por um porco. Tempos depois, é o porco ameaçado de ser morto, mas ao esperar pela ajuda do espantalho, nada acontece... Este é o exemplo das histórias em que a artista se baseia. Também mais uma vez, a temática do aborto, é novamente abordada, e outros contos, como aquele britânico que diz que se oferecem uma máquina de escrever a um macaco ele escreveria tão bem ou melhor que Shakespeare...

É assim a arte de Paula Rego, desafiante, sonhadora, que nunca deixa ninguém indiferente..é um mundo dentro do mundo. Vão ver!

Bom fim de semana!

 Façam o favor de ser felizes!

 

 

Rapariga e feto

 

Rapariga e Feto

 

 

Rapariga com bacia

 

Rapariga com bacia

 

O quarto de Shakespeare (Tríptico)

 

O Quarto de Shakespeare

 

O Príncipe Porco e a sua primeira noiva

 

o Principe Porco e a sua primeira noiva

 

O namoro do Príncipe Porco

 

O namoro do Principe Porco

 

A sedução do Príncipe

 

A sedução do Principe

Namoro infeliz

 

Namoro infeliz

 

O Príncipe Porco casa com a terceira irmã

 

O Principe Porco casa com a terceira irmã

 

Mãos de tataruga

Mãos de tartaruga

 

Mãos camufladas

 

Mãos camufladas

 

 

Espantalho

 

Espantalho

 

 

                                                         

 

 

publicado por docasnasasasdodesejo às 00:35
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Quinta-feira, 19 de Abril de 2007

Número 23 - uma história sobre obsessão e destino

 

  

 

 

 

 

 

"Você não vai conseguir escapar … Ele está em toda a parte"

 

A história deste filme, que estreou a nível nacional na passada semana, assenta no número 23. Afirma que ao longo da história, o número 23 mostrou ter um profundo significado. O ser humano recebe 23 cromossomas de cada pai e 23 de cada mãe. A geometria é baseada em 23 leis naturais. Mas muitos acreditam que o número carrega também uma faceta sombria e malévola.


Atormentado por um misterioso romance que não tem coragem de pôr de lado, “The Number 23”, Walter Sparrow (Jim Carrey) é levado a desvendar os segredos do seu passado, de forma a poder continuar a viver com a sua esposa, Agatha (Virginia Madsen).

O romance, oferecido a Walter por Agatha como prenda de anos, relata um inquietante mistério que parece ser um reflexo da vida de Walter, de uma forma obscura e incontrolável. A vida da personagem central do livro, um melancólico detective chamado Fingerling, está recheada de momentos que se parecem com a sua própria história. À medida que o livro parece ganhar vida, Walter fica infectado pela sua parte mais assustadora: a obsessão de Fingerling com os poderes escondidos do número 23. A sua vida idílica transforma-se num inferno de tortura psicológica.

Esta obsessão atravessa o livro e começa a controlar a vida de Walter. Ao lê-lo reconhece várias das suas passagens, como sendo situações que ele próprio viveu. Ele começa a ver o número em toda a parte, reconhece-o no seu passado, presente e convence-se que está condenado a cometer o mesmo crime que Fingerling.
Pesadelos horríveis começam a atormentar Walter, pressagiando um terrível destino para a sua esposa e para um amigo da família, Issac French (Danny Huston), levando-o a uma desesperada busca para compreender os mistérios do livro.

Apenas se desvendar os poderes por detrás do número 23 será capaz de alterar o seu futuro.

 

O número 23 sempre teve uma fortíssima carga simbólica: os Maias acreditavam que o mundo acabaria a 23 de Dezembro de 2012, a Ordem dos Templários tinha 23 grão-mestres na Idade Média, a geometria de Euclides assenta sobre 23 axiomas, O imperador Julio César foi esfaqueado 23 vezes quando assassinado...  e Número 23 é o 23º filme do diretor Joel Schumacher. Se somadas as letras dos nomes do realizador e do protagonista, Jim Carrey, dá 23 como resultado. Assim como somando as do actor com a sua esposa no filme, Virginia Madsen. Jim Carrey também tem uma grande relação com o número há muitos anos, desde que um amigo lhe contou a mesma teoria que inspirou o filme. O nome da empresa dele é JC23.

Jim Carrey regressa num filme bem diferente e convence numa personagem torturada. A obsessão domina o filme e torna-o extremamente doentio. A ver por quem não fica facilmente angustiado com estas obsessões.

Esta obra é acima de tudo sobre o destino, ou a possibilidade de escolha... questões que coloca continuamente ao longo da história, e que motivará sempre uma eterna discussão!

Bom cinema!

Façam o favor de ser felizes!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado por docasnasasasdodesejo às 00:23
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Quarta-feira, 18 de Abril de 2007

A Missão de Jorge Sampaio

 

 

 

 

 

Na edição da última 5ª feira, a Visão decidiu transportar-nos numa viagem por alguns países de África, Moçambique, Malawi e África do Sul, na nova missão abraçada por Jorge Sampaio, após cessar o seu último mandato como Presidente da República.

Esta reportagem deve ser saudada, por falar de algo quase totalmente desconhecido, e por ser uma missão notável e positiva.

Jorge Sampaio, foi como bem refere a Visão "o mais emotivo dos chefes de Estado que a democracia portuguesa já conheceu" e acaba por não surpreender que ele assumi-se esta causa.

Foi já no final do seu mandato, que foi convidado por Kofi Annan, então secretário-geral da ONU, para ser o primeiro representante especial das Nações Unidas na luta contra a tuberculose. Aceitou por ser mais uma "missão do que um cargo internacional".

Sampaio assumiu funções à quase um ano, e desde então deixou de cingir-se aos palácios presidenciais e aos banquetes de luxo, e passou a incluir idas ao terreno destinadas a recolher exemplos vivos para sensibilizar o G8 (os oito países mais ricos) a ser solidário com a causa esquecida da tuberculose.  E visita centros de tratamento, hospitais rurais e casas particulares, em países em que a tuberculose aparece cada vez mais junto com a Sida. São reveladas situações dramáticas, como no Malawi, em que 76% da população vive com menos de 2 doláres (1,5€ por dia), faz-se troca por troca, e as aulas gratuitas de educação sexual são dadas por um homem que nunca usou preservativo! É um mundo onde as crenças nos feitiços ainda é grande, como refere uma voluntária da Cruz Vermelha em Moçambique que afirma que "até à pouco tempo, muita gente pensava que a tuberculose era feitiço". E, por falta de dinheiro e transporte, os africanos vão mais depressa ao feiticeiro do que ao centro de saúde.

Tanto a tuberculose como a Sida têm aumentado e estes números não são independentes pois estas pandemias alimentam-se uma da outra. De facto, a conjugação HIV/Sida e da tuberculose produz uma sinergia nociva que tem conduzido à explosão de casos de tuberculose em regiões de alta prevalência do HIV. Em muitas regiões de África, "cerca de 77% dos pacientes com tuberculose também estão infectados pelo HIV".

As tradições, a cultura ainda agudizem a situação, pois a maior parte dos comportamentos aumenta o risco de propagação da tuberculose e da Sida. Aliado à falta de recursos financeiros, que fazer?

É esta a missão que Jorge Sampaio, assumiu, e que em boa hora a Visão mostra, incluindo uma pequena entrevista e reportagem fotográfica da presença do ex-presidente em África.

É o conhecer melhor uma realidade, tentar ajudar no terreno a educar e alterar comportamentos, e incentivar um maior apoio dos países mais ricos a esta atroz realidade.

As mãos são sempre poucas para estas missões! E Sampaio assumiu esta missão em regime de voluntariado absoluto, sem direito a salário. Bem haja!

Façam o favor de ser felizes!

Sampaio visita "hospital da tuberculose"

 

 

 

 

publicado por docasnasasasdodesejo às 00:04
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