Quarta-feira, 11 de Julho de 2007

7 Maravilhas portuguesas...

 

 

 

 

 

Olá amigos!

Depois de assentar a poeira eis que hoje decidi falar das 7 maravilhas portuguesas eleitas no passado sábado.

Para quem não sabe foram elas:

 

-Mosteiro de Alcobaça

-Mosteiro dos Jerónimos

-Palácio da Pena

-Mosteiro da Batalha

-Castelo de Óbidos

-Torre de Belém

-Castelo de Guimarães

 

 

  

 

Mosteiro de Alcobaça

 A Abadia de Alcobaça é um dos mais importantes mosteiros cistercienses medievais. Ao estatuto de monumento emblemático da Ordem durante o século XIII, a nível europeu, juntam-se os de primeira obra inteiramente gótica de Portugal e de segundo panteão da monarquia nacional. O mosteiro foi fundado em 1153 por doação do nosso primeiro monarca a Bernardo de Claraval. A obra terá arrancado, segundo uma rígida planta Bernardina, em 1181.

Como principal panteão régio da primeira dinastia, aqui se fizeram sepultar D. Pedro e D. Inês de Castro, em dois túmulos de qualidade ímpar a nível europeu.

 

  

 

 

 

Mosteiro da Batalha

O Mosteiro da Batalha é o mais importante símbolo da Dinastia de Avis. Construído por iniciativa de D. João I, na sequência de um voto à Virgem, caso vencesse a Batalha de Aljubarrota. Ao longo do século XV, praticamente todos os monarcas aqui deixaram a sua marca.

O arranque das obras deu-se em 1388 e foi conduzido por Afonso Domingues. A ele se atribui o plano geral da construção e o grande avanço dos trabalhos na igreja e no claustro. A magnífica igreja de três naves e transepto saliente por si delineada, com cabeceira de cinco capelas, sendo a central de duplo tramo e terminação poligonal, terá sido o ponto alto da sua carreira.

 

 

 

 

Mosteiro dos Jerónimos

O Mosteiro dos Jerónimos é uma obra fundamental da arquitectura manuelina. O risco inicial é de Boitaca (1502), que lançou os fundamentos da igreja e do claustro, e cuja campanha de obra inclui os arranques do portal principal, actualmente abrindo para um nártex abobadado formado pelo varandim coberto que estabelece ligação com as arcadas do corpo fronteiro (onde está sediado o Museu Nacional de Arqueologia). O portal é em arco polilobado, abatido, encimado por representações alusivas ao mistério de Belém. De cada lado da entrada destacam-se, sobre mísulas, as estátuas de vulto de D. Manuel e de D. Maria.

A meio da fachada Sul, voltada para o Tejo, rasga-se o belo pórtico de João de Castilho, estruturado ao modo de monumental relicário de ourivesaria, sobrepujado pela estátua da Virgem de Belém e o Arcanjo S. Miguel, e decorado com esculturas dos Apóstolos, Profetas, Doutores da Igreja, Sibilas e anjos. No registo inferior, ao centro do painel que divide a porta, uma estátua do Infante D. Henrique. O portal é ladeado por dois janelões de arco redondo.

A igreja é de planta longitudinal, em cruz latina, com três naves cobertas por abóbada única, rebaixada, apoiada em oito pilares octogonais de grande altura. Sistema que possibilita a criação de um espaço transparente, unificado e luminoso. A actual Capela-mor, Maneirista, é da autoria de Jerónimo de Ruão e guarda os túmulos, classificados de D. Manuel I, D. Maria, D. João III e D. Catarina. O belo retábulo-mor é de autoria de Lourenço de Salzedo, pintor régio. No transepto estão os túmulos de D. Sebastião e do Cardeal D. Henrique e, no primeiro tramo do sub-coro, estão os cenotáfios de Luís de Camões e de Vasco da Gama.

O Claustro, a Norte, é de dois andares abobadados decorado com motivos relevados cristológicos, pontuados por heráldica régia. A Casa do Capítulo, a Nascente do Claustro, foi reconstruída em 1884 e alberga o túmulo de Alexandre Herculano. No Refeitório, paralelo à parede Oeste do Claustro e coberto por uma única abóbada abatida e polinervada, conserva-se uma pintura de Avelar Rebelo representando São Jerónimo.

Em minha opinião, muito pessoal é claro, este é o monumento mais significativo e de maior impacto a nível nacional pela sua beleza, arquitectura e pormenores.

 

 

 

 

 

Castelo de Óbidos

São ainda obscuras as origens da fortaleza. Ao que tudo indica, a sua posição dominante em relação à extensa lagoa a ocidente, favoreceu a instalação de um primitivo reduto fortificado de origem romana. A Alta Idade Média não deixou vestígios aparentes da sua presença e será apenas na viragem para o século XII, que Óbidos voltará a merecer referências documentais precisas. No mesmo impulso expansionista que levou as fronteiras de Portugal até à linha do Tejo, em 1147, a vila passou para a posse de D. Afonso Henriques. Anos mais tarde, na sequência das investidas almóadas de final do século, coube a D. Sancho I reconquistar a localidade, dotando-a então de condições mais efectivas de povoamento e de organização.

O ano de 1210 é uma das datas mais marcantes da vila. Nesse ano, foi doada às rainhas, passando a figurar como uma importante localidade da casa das soberanas nacionais.

O castelo e as muralhas de Óbidos evocam a importância da localidade na Baixa Idade Média. É desconhecida a configuração do perímetro amuralhado inicial, contemporâneo da acção dos nossos primeiros monarcas. A torre do Facho, no limite Sul das muralhas e ocupando um pequeno monte, tem vindo a ser atribuída à reforma de D. Sancho I.

Mais consensual é a expansão urbana verificada na viragem para o século XIV. Com D. Dinis, Óbidos cresceu para fora das muralhas.

 

 

 

 

 

Castelo de Guimarães

O Castelo de Guimarães é um dos monumentos mais representativos do imaginário medieval português. A sua construção inicial remonta a meados do século X para defender o mosteiro de Santa Maria de Guimarães dos ataques muçulmanos e normandos.

Mais de um século depois, o Conde D. Henrique escolheu Guimarães para estabelecer a sua corte.

O estado de ruína do Castelo em 1836 levou a que, um dos membros da Sociedade Patriótica Vimaranense defendesse a demolição do Castelo e a utilização da sua pedra para ladrilhar as ruas de Guimarães, já que a fortaleza tinha sido usada como prisão política no tempo de D. Miguel. Tal proposta nunca foi aceite e 45 anos depois, a 19 de Março de 1881, em Diário do Governo, classificava-se o Castelo de Guimarães como o único monumento histórico de primeira classe em todo o Minho.

Em 1937 dava-se início ao restauro da estrutura. O restaurado Castelo de Guimarães foi inaugurado a 4 de Junho de 1940, por ocasião das Comemorações do VIII Centenário da Fundação da Nacionalidade.

 

 

 

 

 

 

Palácio Nacional da Pena

 O Palácio Nacional da Pena constitui uma das expressões máximas do Romantismo aplicado ao património edificado no séc. XIX em Portugal. Este extraordinário Monumento Nacional deve-se inteiramente à iniciativa de D. Fernando de Saxe Coburgo-Gotha, que casou com a Rainha D. Maria II, em 1836. Dotado de uma educação muito completa, o futuro D. Fernando II enamorou-se rapidamente de Sintra e, ao subir a Serra pela primeira vez, avistou as ruínas do antigo convento de frades hieronimitas, originalmente construído no reinado de D. João II e substancialmente transformado com D. Manuel I que, ao cumprir uma promessa, o mandou reconstruir em pedra, em louvor de Nossa Senhora da Pena, doando-o novamente à ordem dos monges de S. Jerónimo. Com o Terramoto de 1755, que devastou Lisboa e toda a região circundante, o convento da Pena caiu em ruína. Apenas a Capela, na zona do altar-mor, com o magnífico retábulo em mármore e alabastro atribuído a Nicolau de Chanterenne, permaneceu intacto. Foram estas ruínas, no topo escarpado da Serra de Sintra, que maravilharam o jovem príncipe D. Fernando.

Em 1838, decidiu adquirir o velho convento, toda a cerca envolvente, o Castelo dos Mouros e outras quintas e matas circundantes. Assim, deu início ao seu sonho romântico: reconstruir o antigo convento e anexar-lhe uma parte nova para complemento desta residência de Verão da família real portuguesa. Pensou, igualmente, em mandar plantar um magnífico parque, à inglesa, com as mais variadas, exóticas e ricas espécies arbóreas. Desta forma, Parque e Palácio da Pena constituem um todo magnífico. O Palácio, em si, é um edifício ecléctico onde a profusão de estilos e o movimento dos volumes são uma invulgar e excepcional lição de arquitectura. Quase todo o Palácio assenta em enormes rochedos, e a mistura de estilos que ostenta (Neo-gótico, Neo-manuelino, Neo-islâmico, Neo-renascentista, etc.) é verdadeiramente intencional, na medida em que a mentalidade romântica do séc. XIX dedicava um invulgar fascínio ao exotismo. O conjunto das diversas guaritas, das mais variadas formas e feitios, o desnivelamento dos sucessivos terraços, o revestimento parietal com azulejos Neo-hispano-árabes oitocentistas, são elementos significativos. A adaptação da janela do Convento de Cristo em Tomar, do lado do Pátio dos Arcos e a notável figura do Tritão, simbolizando, segundo alguns autores, a alegoria da Criação do Mundo, são pormenores fundamentais na interpretação deste Palácio. A concepção dos interiores deste Palácio para adaptação à residência de verão da família real valorizou os excelentes trabalhos em estuque, pinturas murais em trompe-l’oeil e diversos revestimentos em azulejo do séc. XIX, integrando as inúmeras colecções reais em ambientes onde o gosto pelo bricabraque e pelo coleccionismo são bem evidentes. 

 

 

 

 

Torre de Belém

A Torre de Belém foi construída em homenagem ao santo patrono de Lisboa, S. Vicente, no local onde se encontrava ancorada a Grande Nau, que cruzava fogo com a fortaleza de S. Sebastião.

O novo baluarte perpetuou assim, e em pedra, essa estrutura de madeira. O arquitecto da obra foi Francisco de Arruda, que iniciou a construção em 1514 e a finalizou em 1520, ao que tudo indica sob a orientação de Boitaca. Como símbolo de prestígio real, a decoração ostenta a iconologia própria do Manuelino, conjugada com elementos naturalistas. Ao longo dos tempos foram efectuadas algumas intervenções que finalizaram com os restauros oitocentistas nas ameadas, no varandim do baluarte, no nicho da Virgem virada para o rio, e no próprio claustrim onde assenta.

Funcionalmente, a Torre de Belém revela o ecletismo que caracteriza as obras em que D. Manuel interveio pessoalmente e lhe estavam mais próximas. Assim, a função militar está reservada ao baluarte propriamente dito, que avança sobre as águas do rio em três pisos (andar subterrâneo, nave do baluarte e terraço). Os registos da torre são reservados a outras funções, como as de carácter administrativo (sala do Governador e Sala das Audiências), palatino (Sala dos Reis) e mesmo cultural (capela no último piso).

 

Foram estes os monumentos eleitos sobre os quais não considero existirem muitas questões, embora pudessem também figurar o Convento de Cristo em Tomar, o Convento de Mafra ou o Paço Ducal de Vila Viçosa.

Desde já desculpem o "longo testamento" mas decidi explorar um pouco a história destes monumentos e aproveitar um pouco os arquivos do IPPAR. A quem interessar leia, a quem não interessar siga em frente!

Tenham um bom dia!

Façam o favor de ser felizes e aproveitando a dica de um amigo, façam também alguém feliz!

 

publicado por docasnasasasdodesejo às 00:14
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4 comentários:
De andreia a 11 de Julho de 2007 às 20:55
Pois é amigo, estas foram tão mal escolhidas como as outras... Merecidíssimo o Palácio da Pena que tenho o privilégio de todos os dias contemplar, mas esquecerem-se do Convento de Mafra, que fica aqui um bocadinho mais à frente, é imperdoável. Quem votou nisso ainda não o deve ter visto depois da limpeza de que foi alvo. Está ainda mais imponente. Podem ser maravilhosos a Batalha e Alcobaça mas não chegam aos calcanhares do Convento de Mafra. Só a biblioteca é por si só uma maravilha. Beijokas
De andriana a 16 de Abril de 2008 às 19:01
concordo contigo
De R a 11 de Julho de 2007 às 21:20
Olá amiga, estas coisas são sempre discutiveis, mas confesso que a disparidade existente nas maravilhas mundiais não é tão clara. Aliás, concordo contigo em relação ao Convento de Mafra, mas também acho que se fossem 10 seriam aquelas três que referi a se juntar, portanto, enfim..aceita-se! Tudo de bom! Beijos
De Anónimo a 11 de Setembro de 2008 às 15:16
obrigada tono

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